A CRIAÇÃO DE UMA NOVA CARREIRA COM AS ATRIBUIÇÕES DO ADMINISTRADOR. PODE?

Simplesmente inexplicável a atitude do MPOG na criação do  cargo de Analista Técnico de Pessoal e de Logística, de nível superior, organizado na Carreira de Pessoal e de Logística, utilizando as atribuições do Administrador que por força da Lei nº 4.769/65, é de sua inteira exclusividade.

 

Aliás, o Administrador é vitima histórica dos órgãos dos quais deveria ser um dos seus mais ativos agentes. A começar pelo extinto DASP, que para aprovar o atual arremedo de Lei que criou a profissão de Administrador, a Lei nº 4.769/65, que foi completamente mutilado sendo vetados pontos importantes que tornaram a lei inócua e despersonalizada, abrindo brechas para a invasão de suas atribuições por outras categorias profissionais.

 

Em 2010, com a aprovação da Lei nº 12.777/2010, mais uma vez o Administrador foi colocado de lado, ficando de fora da Estrutura Remuneratória Especial que beneficiou outras categorias de nível superior como Economista, Estatistico, Engenheiro.

 

Em 2013, o MPOG elaborou Projeto de Lei que cria cargos nos órgãos do Poder Executivo Federal, como era de se esperar, o Administrador, ficou praticamente de fora, pois aparece, apenas na estrutura de um órgão a PRF.

 

Agora para concluir com chave de ouro o MPOG, aplica a dose final do seu veneno que pouco a pouco deverá extinguir a categoria de Administrador no Serviço Público Federal com criação do  cargo de Analista Técnico de Pessoal e de Logística, de nível superior.

 

E os órgãos de fiscalização, sistema CFA/CRA, o que fizeram para conter tal situação: NADA, NADA, NADA. Simplesmente nada.

 

Cabe a nós Administradores partirmos, para a luta e reverter a situação para colocar o Administrador como o gerente que falta no serviço público para gerir Recursos Humanos e Logística.