EM BUSCA DO “PLANO DE CONTAS” DO ADMINISTRADOR.

A consolidação do perfil de uma profissão se dá quando esta profissão se apropria de uma de suas atribuições legais ou inerentes a ela, e a faz prevalecer como sua, exclusivamente sua, e trabalha na sua imagem (marca) perante o mercado e sociedade.

Algumas profissões pela limitação de suas atribuições são fáceis se fazer uma relação indissolúvel e permanente entre o profissional e a ciência que se apropria para caracterizar a sua profissão.

Outras profissões pela complexidade e multiplicidade de suas atribuições não é fácil delimitar e estabelecer uma relação efetiva a e permanente entre o profissional e a ciência que se apropria para caracterizar a sua profissão.

Para o caso aqui abordado tomemos por exemplo a profissão de contador e administrador para traçarmos paralelos de como uma definiu seu perfil foi solidificando-se no mercado com o reconhecimento da sociedade.

O PLANO DE CONTAS CONTÁBIL de uma organização se tornou a pedra angular que trabalhada ao longo do tempo consolidou-se e nos dias atuais, está sendo ampliado com novas atividades fiscais exigidas pelos fisco, tudo tendo por base inicial o PLANO DE CONTAS.

No caso do Administrador temos atribuições demais, mas pouca objetividade para torná-las de forma efetiva e que exija a participação obrigatória do profissional administrador (empregado/ autônomo). Assim, prolifera a invasão de outros profissionais nas atribuições do Administrador.

Nós, Administradores servidores públicos precisamos estabelecer as bases para que sejamos uma profissão efetiva e que realmente atue dentro do processo administrativo público brasileiro.

Não podemos ficar a  mercê ou omissão  da indiferença, e falta de ação do poder público quanto à utilização racional e objetiva dos administradores que compõe os quadros de servidores dos órgãos públicos.

Chega de improvisações, de quebra galhos, de oportunismo político na ocupação dos cargos públicos. Precisamos atuar no sentido de ocupá-los de forma profissional.